Nota literária #1

 Pitacos sobre minha leitura: A hora da Estrela, de Clarice Lispector

Fiquei entalado com o livro. Comecei a ler no final de setembro. Com fiz uma lista de leituras, pensei: "Ah, curtinho. Esse aqui vai ser resenha, fi. Até novembro já vou ter lido uns três além dele." Pobre jovem... Como fui inocente. 
Eu demorei esse tempo porque não me envolvia com o livro. Não sei se já aconteceu com você, mas às vezes parece que a leitura meio que não "engata", precisa voltar toda hora. Aqui foi assim. Mas não desisti hehe. E posso dizer que valeu a pena. É sempre muito  prazeroso terminar a leitura de autores tão inteligentes e consagrados pela crítica. Me faz fortalecer a crença que tenho de que a leitura de obras assim não está restrita ao seleto grupo de pessoas geniais. No fim das contas somos todos gente. E se é gente que escreve coisa pra gente, deve ser possível entender ( por favor, militante. Não me cruxifique, me entenda). Pra ser mais claro acho que o que eu tô querendo dizer entra muito naquilo que o Antonio Candido falou, que a literatura é um direito universal. Necessitamos dela. Enfim, já groselhei demais.

Sobre o livro em si, temos um narrador chamado Rodrigo, ele é quem narra história. Zuera, rs. Ele é quem conta a história de Macabéa, uma nordestina que veio pro Rio de Janeiro tentar a sorte na vida depois que a sua tia morre. Essa tal Macabéa é uma mulher muito, mas muito simples. Chega até a doer quando nos lembramos que existem pessoas que são roubadas desde as coisas mais básicas e essências à vida. O velho descaso, a velha desigualdade... Bom, ela acaba conhecendo um metalúrgico com quem se envolve mas depois acaba sendo trocada por uma colega... Osso. Mas enfim, no mais eu te convido a ler, porque além disso já seria muito spoiler (sUjEiTo à PaUlAdA rsrsr). O livro mexe com a gente, taligado, sobretudo o finalzinho. Terminei e fiquei uns 5 min. reflexivo. E por hoje é isso. Talvez eu poste mais por aqui... Quem sabe?! Bom, uma boa semana, b dia/noite/tarde, o que lhe servir. Até mais e abraço.


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